Publicado por: sabinecassol em: 10/01/2010
Uma versão politicamente correta adaptada aos novos tempos.
Era uma vez três porquinhos que viviam juntos, unidos pelo respeito mútuo, e em harmonia com o meio ambiente.
Usando materias nativas daquela região, cada um deles construiu uma linda casa. Um porquinho construiu uma casa de palha, outro uma casa de madeira, e o terceiro uma casa de tijolos feitos com fibras naturais e rampas para deficientes físicos na calçada. Quando terminaram os porquinhos ficaram satisfeitos com o seu trabalho e instalaram-se para viver em paz e autonomia.
Mas esse idílio foi logo quebrado. Um dia lá se veio um lobo com idéias expansionistas. Viu os porquinhos e ficou faminto, tanto no sentindo físico quanto no ideológico.
Quando os porquinhos abriram a porta o lobo anunciou: “É a pizza!”
Mas os porquinhos responderam:”Não comemos pizzas. Pizzas são gordurosas e têm muito amido, o que vai contra qualquer dieta saudável.”
“Mas é pizza diet!” retrucou o lobo.
Revoltados com a propaganda enganosa, os porquinhos bateram a porta na cara do lobo, que, enfurecido, gritou: “Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar!”
E os porquinhos responderam: “A sua tática de ataque não mete medo a porquinhos que defendem o seu lar e a sua cultura.”
Mas o lobo não desejava frustrar o que considerava ser seu destino manifesto. E assim ele soprou e bufou e pôs abaixo a casa de palha. O porquinhos, aterrorizados, correram para a casa de madeira, com o lobo logo atrás deles. no lugar da casa de palha, outros lobos compraram a terra e iniciaram uma plantação de bananas, usando indiscriminadamente pesticidas e fertilizantes químicos.
Na casa de madeira, o lobo esmurrou a porta e gritou: “Porquinhos, porquinhos deixem-me entrar!”
E os porquinhos responderam: “Vá para o inferno, seu opressor carnívoro, seu imperialista!”
Ouvindo isto o lobo sorriu e pensou: “Eles são tão infantis. É uma pena que tenham que morrer, mas não se pode deter o progresso.”
E assim o lobo pôs abaixo a casa de madeira. Os porquinhos correram para a casa de tijolos. No lugar da casa de madeira, outros lobos construiram um complexo turistico de trinta andares, desrespeitando a área protegida da região.
Na casa de tijolos, o lobo novamente gritou: “PORQUINHOS, DEIXEM-ME ENTRAR!”
Desta vez, como resposta, os três cantaram canções de solidariedade e enviaram cartas de protesto às Nações Unidas.
Nesta altura, o lobo estava a ficar zangado com a recusa dos porquinhos em encarar o problema e pelo ponto de vista de um carnivoro. Então, ele soprou e bufou, soprou e bufou, até que segurou o peito e caiu fulminado com um infarte causado por colesterol alto, vida sedentária e excesso de cigarros.
Os três porquinhos rejubilaram, pois a justiça triunfara, e dançaram em volta do corpo do lobo. O próximo passo foi libertar o território ocupado. Reuniram porquinhos que tinham sido expulsos das suas terras e, juntos, exigiram a intervenção do exercito que cercou o local e, sem o uso da força, invadir lares, ou desrespeitar os direitos dos lobos trabalhadores, acabou com o crime organizado. Os porquinhos estabeleceram uma social-democracia modelar com educação gratuita, seguro de saúde para todos e, é claro, financiamento da casa própria.
Nota: O lobo deste conto é apenas uma metafora, Lobos verdadeiros não foram molestados nem sofreram danos físicos no decorrer da história.
Autor desconhecido.
Publicado por: sabinecassol em: 30/12/2009
Cheguei a Santiago no dia 26 de dezembro, mesmo tendo chegado a noite, pude perceber que a cidade é muito bonita.
Vim para o Chile com mais dois amigos, chegamos no Hostel era quase dez da noite, onze da noite no Brasil. O pessoal do Hostel é muito atencioso, e todas as noites tem cerveja livre durante algumas horas, para que todos os hospedes do hostel possam interagir.
No domingo pela manha fomos fazer um passeio bem tradicional de Santiago, fomos ao parque metropolitano, que por sinal é enorme. Chegando lé resolvemos que iriamos subir até o topo da montanha onde se encontrava a imagem de uma virgem chilena e depois atravessariamos o parque pelo telefèrico que pegariamos lá em cima.
Como eu estou bastante sedentaria nos ultimos três meses, sofri bastante para fazer esta caminhada e para a nossa sorte, quando chegamos no topo, adivinhem… o teleférico estava fechado para manutençao, ou seja, andamos quase seis quilometros para depois ter que andar mais 8 quilometros para poder atravessar o parque…vocês podem imaginar a minha decepçao depois disso. Mas enfim foi um belo começo, afinal o parque inteiro é lindo, havia muitas pessoas no parque caminhando, andando de bicicleta, na pisicna pública, fazendo ginástica ao ar livre ou apenas nao fazendo nada.
Se Ponta Grossa tivesse um parque que fosse um terço deste, tenho certeza que seria a sensaçao dos fins de semana.
Depois dessa bela caminhada fomos procurar algum lugar para comer, detalhe, saimos do hostel já era quase dez horas da manha, saimos do parque já era quase quatro horas da tarde, o parque realmente é enorme.
Andamos e andamos mais ainda, até que finalmente encontramos um lanchonete pequena, porém muito boa, com uns sanduiches e saladas maravilhosos…até o momento do que vi por aqui, uma refeiçao boa aqui nao é nada barata, mas vale a pena, é tudo muito bom.
Um lugar que eu recomendo é o pátio Bella Vista, fica na Pio Nono, próximo a uma das entradas do Parque Metropolitano, tem uns barzinhos maravilhosos.
Até o próximo post.
beijos pessoal
Publicado por: sabinecassol em: 23/12/2009
Publicado por: sabinecassol em: 21/11/2009
Publicado por: sabinecassol em: 25/05/2009
Sonhe com aquilo que você quiser. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
Clarice Lispector
Publicado por: sabinecassol em: 25/05/2009
Não quero alguém que morra de amor por mim… Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim… Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível… E que esse momento será inesquecível.. Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre… E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém… e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho… Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe… Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas… Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros… Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão… Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena.
Mário Quintana
Publicado por: sabinecassol em: 07/04/2009
1. Introdução
Atualmente, a simulação tem um papel decisivo no projeto, análise e implementação de sistemas de comunicação, principalmente quando estes sistemas são caros e complexos. A simulação de um sistema real pode ser definida como o processo de avaliação numérica de um modelo de simulação, que deve representar o mais fielmente possível o sistema real a ser simulado. As informações resultantes deste processo são utilizadas para estimar variáveis de interesse deste sistema.
A utilização de ambientes de simulação vem aumentando de forma significativa uma vez que estes permitem o estudo e a avaliação de sistemas a custos reduzidos. Os simuladores de rede desempenham um papel importante na tarefa de desenvolver, analisar e aperfeiçoar protocolos de comunicação. Destacam-se três importantes vantagens do uso de simulação: (Guedes, Conceição, Carvalho e Rodrigues, 2005).
1) Permitem testar o comportamento dos protocolos em diversas redes e ambientes, cuja preparação num laboratório ou em uma empresa poderia ser impraticável, isso por questão de custos, ou em tempo de instalação, ou mesmo do ponto de vista administrativo;
2) Facilitam a execução de testes em um ambiente controlado, onde é mais fácil fazer variar parâmetros de relevo mantendo os restantes parâmetros constantes;
3) Facilitam a execução dos protocolos em múltiplos cenários de execução.
Infelizmente, na maioria dos casos, o ambiente de execução oferecido pelo simulador é bem diferente do ambiente de execução real. Por ambiente de execução entendem-se aspectos como interfaces a serviços, interface com os protocolos adjacentes, reserva de memória para armazenamento de mensagens, lançamento de alarmes, entre outros.
Existem diversos simuladores de tráfego IP disponíveis, os que mais se destacam comercial e academicamente são o OPNET (OPNET, 2006), o GloMoSim (Rochol, Souza, Sewald, Fernandes, Fernandes), o NCTUns e o Network Simulator (NETWORK SIMULATOR, 2006) (NS).
O NS é utilizado principalmente por pesquisadores, por ter distribuição gratuita e código aberto. Tal fato o torna adequado a situações onde é necessário desenvolver novas funcionalidades, como em teses e projetos de pesquisa aplicada. No entanto, a sua interface não é amigável ao usuário. A execução de um experimento de simulação no NS requer a elaboração de scripts em Tcl e grande trabalho adicional para obter e visualizar os resultados. Também é comum o usuário necessitar programar em C++ para que possa ter todas as funções do NS funcionando. Além disso, os protocolos e tecnologias no NS em geral são desenvolvidos para uso isolado, para resolução de problemas específicos. Será falado mais detalhadamente sobre o Network Simulator na seção 2.
O GloMoSim é uma plataforma moderna e atual de alto desempenho, baseada em processamento paralelo, com um enfoque específico para redes wireless e móveis sendo bem científico e matemático. O uso da biblioteca GloMoSim apresenta um elevado desempenho, contudo, sua maior desvantagem é o fato de ainda não ser totalmente difundida e exigir conhecimentos específicos de redes e de configuração. Como vantagem é muito robusto e escalável permitindo cenários com 50 ou mais nodos móveis ao mesmo tempo.
A plataforma NCTUns possui uma concepção moderna e inovadora, o que a torna interessante não só pelo seu alto desempenho mas também pelo seu aspecto pedagógico ou didático. Simula um conjunto amplo de protocolos, tanto para redes móveis como para redes fixas. Assim, a interface gráfica com o usuário é a sua grande vantagem. Como desvantagens é possivel citar as dificuldades de implantação, bem como sua portabilidade para outros sistemas operacionais além do BSD. O usuário pode encontrar dificuldades no que tange a escalabilidade desta plataforma, ou seja, o cenário não pode crescer demais ficando limitado em poucas dezenas de estações na rede.
O OPNET é um simulador comercial largamente utilizado no âmbito corporativo, devido às suas funcionalidades e precisão nos resultados. Ele é mais utilizado em grandes empresas e operadoras de telecomunicações, mas restrito em outros ambientes, principalmente devido ao seu alto custo. Uma de suas grandes vantagens é a sua interface gráfica fornecida ao usuário para configurar cenários e visualizar os resultados, mas infelizmente ele é ferramenta paga por isso o fato de as instituições preferirem o NS.
2. Network Simulator (NS)
O NS é um simulador de redes de computadores orientado a eventos mantido pelo projeto VINT (Virtual InterNetwork Testbed) constituído por pesquisadores de instituições como UC Berkeley, USC/ISI, LBL e Xerox PARC. Pelo fato de ser gratuito e possuir código aberto ele permite a adição de novos módulos ou a alteração dos existentes de acordo com as necessidades do usuário, essa é uma de suas principais vantagens (VASQUES, ESTEVES, ABELEM, 2004).
O NS dá suporte a simulação de diversas tecnologias de rede: redes baseadas nos protocolos TCP e UDP, redes locais, redes sem fio, satélite, multicast, etc. Atualmente é suportado pelo sistema operacional Unix e sistemas como Linux, SunOS, FreeBSD, Solaris. Também é possível rodá-lo no Windows, através de um emulador do shell do Linux, chamado Cygwin.
O NS tem facilidades de tracing, que é a coleta e registro de dados de cada evento da simulação para análise posterior. Possui um visualizador gráfico para animações da simulação (nam), timers e escalonadores, modelos para controle de erros e algumas ferramentas matemáticas como gerador de números aleatórios e integrais para cálculos estatísticos. Inclui também uma ferramenta de plotagem, o xgraph.
È possível visualizar na figura 1 um modelo de simulação com dois geradores de tráfego, um do tipo CBR (Constant Bit Rate) (Ferguson, 1998) e outro do tipo exponencial on-off. Todos os nós têm filas de saída tipo droptail, com exceção do nó 2, que recebe uma fila tipo Stochastic Fair Queueing (SFQ) (Ferguson, 1998). O nó 3 receberá o tráfego dos geradores. O gerador exponencial estará no nó 0 e enviará seus dados para o host 3, através do nó 2. O gerador CBR estará no nó 1 e enviará para o nó 3, também através do nó 2.
(INSERIR FIGURA)
A versão mais atual do NS é a 2.27, lançada no ano de 2004. O endereço oficial do simulador é http://www.isi.edu/nsnam/ns, onde é possível fazer o seu download.
3.Estrutura
O núcleo do simulador NS foi escrito em linguagem C++, por mostrar-se mais eficiente na manipulação de bytes, permitindo a construção de algoritmos que trabalham com grandes conjuntos de dados, e proporcionando uma velocidade maior na implementação detalhada de protocolos.
Por outro lado, é muito comum em uma simulação realizar-se mudanças nos parâmetros de um cenário, por exemplo, quedas e restabelecimentos de um enlace. Por isso, o NS faz uso da linguagem OTcl (Object-oriented Tool Command Language), desenvolvida pelo MIT, que é uma linguagem interpretada e interativa, uma vez que seus programas podem ser alterados de maneira rápida e ser facilmente re-executados. OTcl atua como interface para o usuário (as simulações são escritas em OTcl), permitindo a manipulação de parâmetros e configuração.
Além do mais, os objetos compilados são disponibilizados para o interpretador OTcl por linkagem, o que virtualmente cria um objeto OTcl para cada objeto C++, e que podem ser manipulados através das facilidades da OTcl. A Figura 2 mostra a construção geral do NS. Um usuário comum atua no perímetro “Tcl”, escrevendo scripts em OTcl e executando simulações. Os escalonadores de eventos e os componentes de rede são implementados em C++ e disponibilizados ao interpretador OTcl através de uma replicação feita pela camada tclcl, que recria os objetos C++ em objetos OTcl, e que podem finalmente ser manipulados por esta última (processo denominado linkage). Todo o conjunto constitui-se no NS, que é um interpretador de OTcl com bibliotecas de simulação para redes de computadores.
(INSERIR FIGURA)
Para cada classe do simulador construída em C++ existe uma correspondente em OTcl. O conjunto das classes do NS desenvolvido em C++ é chamado de hierarquia compilada e o correspondente em OTcl é denominado hierarquia interpretada. Quando o usuário cria objetos através do interpretador OTcl estes são associados a um objeto correspondente na hierarquia compilada.
Pode-se se concluir que, do ponto de vista do usuário, o NS nada mais é do que um interpretador OTcl específico para a simulação de redes de computadores.
Um componente importante existente na arquitetura NS é o escalonador de eventos, que é responsável por disparar os eventos existentes na fila de eventos no tempo de simulação especificado e acionar o objeto que realizará o tratamento do evento. O processo de simulação pode ser assim resumido (Figura 3):
- confecção do script (arquivo texto comum);
- execução do script com o comando ns nomedoscript.tcl;
- arquivos de tracing serão gerados com registro de cada evento simulado.
Após conclusão da simulação:
- imprimir estatísticas calculadas no script;
- visualizar os eventos com o nam;
- analisar resultados através dos arquivos de tracing com apoio de ferramentas apropriadas (awk).
(INSERIR FIGURA)
Algo a ser observado é que o NS não fornece estatísticas de simulação de modo automático; estas devem ser obtidas através do script ou pela manipulação de objetos especiais chamados monitores. Pode-se, ainda, usar ferramentas para análise dos arquivos de tracing gerados durante a simulação, que são os verdadeiros resultados da simulação, estes arquivos com formatação específica registram cada evento gerado pelos escalonadores.
4. Conclusões
O NS está ganhando força na comunidade de Redes de Computadores, pois permite o estudo de diversas tecnologias e protocolos de rede existentes atualmente de forma relativamente simples e barata. O NS pode ser utilizado como plataforma de apoio em pesquisas da área, além de se mostrar uma ferramenta útil para professores que podem usá-la para melhorar seus cursos e para alunos que desejam consolidar os conceitos estudados em sala.
Várias universidades já o estão usando, algumas delas são a Universidade Federal de Lavras, no estado de Minas Gerais, a Universidade de Campinas, no estado de São Paulo, e na Universidade Federal do Rio Grande Sul ele foi um dos simuladores usado para uma comparação sobre os simuladores mais usados no meio acadêmico.
Podemos dizer ainda que ele é uma ferramenta que executa em software livre e isso é muito importante para a comunidade acadêmica. Com base nesta tecnologia livre é possível aprimorar e desenvolver novas ferramentas também livres e abertas. Assim sendo, facilita-se o intercâmbio entre os países e universidades de todo o mundo.
O Network Simulator tem como vantagem o seu pioneirismo e o fato de ser uma ferramenta muito divulgada entre os grupos de redes e de tolerância à falhas. O Network Simulator possui uma rica documentação e é o mais consolidado e antigo. Dispõe de um acervo considerável, para os mais diversos cenários de simulação. Tem como principal desvantagem o fato de não possuir uma interface gráfica para descrição das arquiteturas usando scripts programados em TCL.
Vários aperfeiçoamentos vêm sendo feitos ao NS desde a sua criação. Uma comunidade de pesquisadores está sempre desenvolvendo novos módulos e corrigindo defeitos existentes no simulador.
Referências
GUEDES, S., CONCEIÇÃO, V., NUNO, C., RODRIGUES, L. Plataforma de Desenvolvimento e Simulação de Protocolos, 2005.
OPNET, “OPNET Web Site”, http://www.opnet.com, acessado em 14.06.2006. Network Simulator, “Network Simulator Web Site”, http://www.isi.edu/nsnam/ns, acessado em 14.06.2006.
VASQUES, A.T., ESTEVES, R.P., ABELEM, A.J.G. . Simulação de Redes de Computadores utilizando o Network Simulator, 2004.
RAVAGNANI, G. S. Simulação do Ip Móvel Via Network Simulator (Ns2): Uma Proposta de Rede Wireless.
HUSTON, G. “Quality of service”. 1ª. Edição. John Wiley & Sons, 1998.
ROCHOL, Dr. Juergen, SOUZA, Lara D.; SEWALD, Leonardo; FERNANDES, Ricardo Hernandes; MORI, Oscar Núñez – Instituto de Informática – UFRGS. Plataformas de Simulação de Software Livre para Redes Fixas e Móveis: Características, Suporte, Instalação e Validação.
Publicado por: sabinecassol em: 07/04/2009
1. O profissional de Informática
Os últimos anos foram marcados pelo grande desenvolvimento tecnológico em vários segmentos. As associações dos computadores com as mais diversas áreas e os recursos de informação originaram a revolução tecnológica em que vivemos promovendo alterações no modo de vida das pessoas através de soluções informatizadas em praticamente todos os campos da vida. Estas transformações proporcionaram o surgimento de profissões novas no campo da informática.
Sendo assim é de suma importância que se analise o desempenho dos profissionais de informática quanto aos seus relacionamentos com os demais profissionais.
Durante a execução dos serviços, os funcionários da linha de frente entram em contato direto com o cliente. Assim, a qualidade do serviço é dependente da atuação deste pessoal. A impressão que o cliente ou os demais funcionários da empresa tem sobre a qualidade do serviço prestado, está muito ligada à atuação dos funcionários da linha de frente, principalmente se os serviços que estão sendo prestados são da área de informática. Dessa forma a habilidade de comunicação destes profissionais é essencial para a qualidade do serviço. Quanto melhor a comunicação, melhor será a impressão transmitida ao cliente ou aos demais setores da empresa.
Na área de informática, os funcionários têm um péssimo desempenho quando o assunto é comunicação. Segundo Stábile et al (2005), em seu artigo sobre a comunicação dos profissionais de informática, um dos fatores agravantes na profissão de informática está na fase de levantamento de requisitos, implantação e treinamento de um software, assim como na assistência ao usuário, a capacidade de comunicação do profissional é determinante para o sucesso ou fracasso dos projetos.
2. O relacionamento dos funcionários de Informática
O relacionamento entre os profissionais de informática e seus usuários costuma apresentar problemas como comenta Carlos Plácido Teixeira em sua reportagem sobre a comunicação dos profissionais de TI e os demais profissionais de uma empresa.
A comunicação dos profissionais de informática com seus usuários normalmente é muito técnica, o que acaba por fazer com que os usuários não os compreendam corretamente, e na grande maioria dos casos isto acontece devido a falta de conhecimento dos linguajares técnicos ou da falta de experiência do profissional de informática em conseguir “traduzir” o seu palavreado técnico para o usuário. Os ambientes de trabalho dos profissionais de informática podem ser comparados a um local cheio de profissionais que falam uma língua à parte, cheia de jargões e que julgam que os usuários estão ali somente para criar problemas.
Podemos dizer que isto acontece devido o fato de os cursos ligados à área de informática serem extremamente técnicos, pois as disciplinas ligadas a matemática e ao computador são muito fortes o que acaba afastando um pouco o estudante do convívio com os demais e pode levá-lo a crer que a profissão é feita apenas de interação apenas com a máquina e não com o usuário.
Segundo pesquisas de mercado feitas pelo site da Catho, entre as características importantes para o profissional de informática, estão o excelente relacionamento interpessoal, clareza para transmitir idéias e ótima comunicação. De acordo com esta pesquisa ainda, é possível perceber que o investimento na construção de um diálogo mais amplo entre a empresa e a comunidade de informática, faz o usuário compreender o potencial da área, ajudando-o a trabalhar junto com os técnicos e garantindo um sentimento de posse e satisfação.
Pode-se dizer que deve existir um bom relacionamento da área de informática com os usuários, pois os contatos entre os dois lados são constantes e essenciais para o sucesso das funções tanto do departamento de informática como dos demais departamentos.
3. A origem do Problema
É fácil entender as origens do problema. Muitas empresas mudaram o nome da área de informática, mas mantiveram o espírito dos antigos Centros de Processamento de Dados – os CPDs, locais inacessíveis aos mortais comuns, onde, sob o rigor de um inverno glacial permanente, estavam instalados computadores de grande porte, responsáveis pelo armazenamento de informações de toda a empresa.
Na era dos equipamentos conhecidos por “mainframes”, cabia ao CPD gerenciar o lançamento de dados produzidos em papel para os sistemas de processamento. Ou seja, no departamento de pessoal alguém preenchia, em máquinas de escrever, guias de admissão e demissão de funcionários. Ao final do dia, as guias eram repassadas para o CPD, que fazia os lançamentos nos computadores centrais. Muita gente vivia da atividade, inclusive sofrendo os efeitos da rotina com visitas periódicas aos médicos do trabalho para tratar de lesões por esforço repetitivo.
O surgimento dos microcomputadores mudou o serviço dos CPD’s. O computador pessoal muda a lógica do armazenamento e processamento das informações, pois possibilita ao mesmo sujeito do departamento de pessoal jogar as informações diretamente no sistema. No início, há pouco mais de 20 anos e até recentemente, uns cinco a dez anos, as empresas ainda resistiam em investir em computadores, fato que preservava certo poder da área de informática.
Com esse poder na mão, os profissionais da área acabam por achar que são eles os responsáveis por determinar o que os demais funcionários podem ou não podem usar nos microcomputadores e se irão ter um. Decisão essa, que na grande maioria das vezes acaba por causar grandes desentendimentos dentro de uma empresa, o que leva a um mau relacionamento entre os funcionários.
Os CPD’s tiveram o nome alterado para departamento de informática, mas os profissionais da área ainda não mudaram a mentalidade. A preservação da mentalidade é visível, especialmente, quando o assunto é internet. A utilização dos Sistemas de Gestão de Conteúdos – que automatizam e agilizam a atualização de portais corporativos – são a múmia dos antigos CPD’s ganhando vida. Neste momento, em milhares de empresas pelo mundo, alguém está produzindo uma informação no Word, salvando no computador pessoal e, ao final, enviando por e-mail para um outro alguém na área de informática, que vai providenciar a publicação. Nada mais anacrônico, sem qualquer sentido.
Para o ser comum do ambiente corporativo, um computador não é mais um privilégio, símbolo de status de quem desempenha funções profissionais. Até os estagiários têm um equipamento disponível no trabalho. E, mais importante, dominam o conhecimento sobre o uso da máquina.
No cenário desenhado para o futuro próximo, não cabe ao departamento de informática dizer o que o tal estagiário pode ter ou não no computador. Cabe ao “Departamento de Informática” ouvir e entender a função do tal estagiário e providenciar, com agilidade e competência, os recursos necessários para o desempenho das atividades.
4. Conclusão
Na área de informática a necessidade de boa comunicação é crítica para o bom desempenho do serviço e no atendimento ao usuário. Um fator agravante é que, normalmente, os profissionais de informática não são bons comunicadores no trato com os usuários devido à formação extremamente técnica que recebem. Então cabem as universidades adicionar aos cursos da área mais disciplinas que levem ao melhor relacionamento dos profissionais. Porém só isto não irá melhorar o desempenho dos atuais profissionais, é preciso que as empresas conversem com os seus funcionários, demonstrando a eles que por mais que o departamento de informática seja importante para uma empresa, não se pode agir como se ele fosse o único e o mais importante dentro da empresa. É necessário haver uma colaboração entre todos os departamentos para o bom funcionamento do serviço da empresa.
Pois a primeira solução apontada apenas melhora o modo como os funcionários futuros de informática irão se relacionar com os demais, por isso a importância da segunda solução.
Abstract
The objective of this article is to say a little to all the academic community on as it happens the relationship of the computer science professionals and the excessively professional ones of a company. This article will go to say a little of because the great majority of the professionals of the computer science area many times does not possess a good relationship with other professionals, what it happens and what can be made to improve this relationship.
Key-words: relationship; professionals of computer science; sectors.
Referências
STÁBILE, S; et al. A comunicação do profissional de informática na prestação de serviços: um estudo de caso em uma empresa fornecedora de sistemas integrados de gestão (ERP), XXV Encontro Nac. de Eng. de Produção – Porto Alegre, RS, Brasil, 29 out a 01 de nov de 2005
SANTOS, S;et al. O Profissional da Informática E Sua Personalidade Analisada por meio da técnica de rorschach . Porto Alegre-RS 2005
acesso em : 18-junho-2007
acesso em 18-junho-2007
Publicado por: sabinecassol em: 04/04/2009
Publicado por: sabinecassol em: 20/01/2009
Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir dai, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque…
Um dia, tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: Às vezes, os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes – milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assa-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, mais parecia falhar e maiores eram as perdas causadas.
Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários e conferencias passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, seminários e conferencias.
As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou a inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda as arvores, excessivamente verdes, ou a umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.
As causas eram, como se vê, difíceis de determinar – na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo – incendiadores que eram também especializados (incediadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc, incendiadores noturnos e diurnos – com especialização matutina e vespertina – incendiador de verão, de inverno etc). Havia especialista também em ventos – os anemotecnicos. Havia um diretor geral de assamento e alimentação assada, um diretor de técnicas ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um administrador geral de reflorestamento, uma comissão de treinamento profissional em Porcologia, um instituto superior de cultura e técnicas alimentícias (ISCUTA) e o bureau orientador de reforma igneooperativas.
Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação – utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas.
Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores arvores e sementes, o fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, alem de mecanismos para deixa-los sair apenas no momento oportuno.
Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores fossem especializados na construção das instalações para porcos. Fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos etc.
As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus e posicionar ventiladores gigantes em direção oposta a do vento, de forma a direcionar o fogo. Não é preciso dizer que os poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos.
Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso) chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido – bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor – e não as chamas – assasse a carne.
Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor geral de assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouvi-lo pacientemente, disse-lhe: “Tudo o que o senhor disse esta muito bem, mas não funciona na pratica. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotecnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?”. “Não sei”, disse João. “E os especialistas em sementes? Em arvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas maquinas purificadores automáticas de ar?”. “Não sei”. “E os anemotecnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao pais? Vou manda-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano tem trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?”. “Não sei”, repetiu João, encabulado.
“O senhor percebe, agora, que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução ha muito tempo atrás? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotecnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas arvores não dão frutos e nem tem folhas para dar sombra? Vamos, diga-me?”. “Não sei, não, senhor”. “Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades cientificas do mais extraordinário valor?”. “Sim, parece que sim”. “Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país?” “Não sei”. “Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos – por exemplo, como melhorar as anemotecnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transforma-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!”. “Realmente, eu estou perplexo!”, respondeu João. “Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por ai que pode resolver tudo”.
O problema é bem mais serio e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia – isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?”.
João Bom-Senso, coitado, não falou mais um “a”. Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu.
Autor desconhecido ou ignorado
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